PATOLOGIAS COLORRETAIS

- Retocolite Ulcerativa -

Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória que potencialmente afeta todo o intestino grosso (cólon e reto). A inflamação está confinada à camada de revestimento interno do intestino, chamada de mucosa. A RCU pode apresentar remissão e recidiva ao longo do tempo. Manejo medicamentoso é tipicamente a primeira escolha de tratamento. Se a cirurgia for necessária, ela normalmente é curativa.

 

FATORES DE RISCO

 

Homens e mulheres são afetados igualmente e pessoas de todas as idades podem desenvolver RCU. Uma história familiar de RCU aumenta levemente o risco da doença.

 

CAUSAS

 

A causa exata da RCU é desconhecida, mas não é contagiosa. Causas possíveis incluem anormalidades no sistema imune e infecções bacterianas.

 

SINTOMAS

 

A maioria dos pacientes apresentam sintomas em torno dos 40 anos de idade. Uma minoria apresenta os sintomas pela primeira vez mais tarde na vida (60 a 70 anos). Os sintomas da RCU são similares aos da Doença de Crohn quando esta afeta apenas o cólon e o reto. Os sintomas mais comuns da RCU são:

- Dor ou cólica abdominal;

- Diarreia;

- Sangramento evacuatório;

- Febre;

- Fatiga;

- Perda de peso.

 

DIAGNÓSTICO

 

O primeiro passo é ser submetido a uma avaliação médica completa. Após, exames complementares podem ser necessários. Estes exames podem incluir laboratório, colonoscopia e imagem. Esta avaliação ajuda a definir a extensão da doença e planejar o tratamento adequado.

 

TRATAMENTO MÉDICO

 

Tratamento medicamentoso é sempre a primeira escolha, exceto quando cirurgia de emergência é necessária. O objetivo do tratamento é melhorar a qualidade de vida do paciente. Inicialmente, a tratamento mais comum é feito com corticosteroides combinados com anti-inflamatórios. De acordo com a extensão da doença, eles são tomados via oral ou via retal como supositórios.

 

TRATAMENTO CIRÚRGICO

 

A cirurgia está indicada para os pacientes quando o tratamento medicamentoso não tem mais efeito em controlar os sintomas. Outra razão para indicar cirurgia é a presença de lesões precursoras do câncer, ou até mesmo o câncer, encontrados durante a colonoscopia. Algumas vezes a cirurgia está indicada devido a uma complicação da doença, como a perfuração intestinal, sangramento importante (enterorragia) ou infecção severa (colite tóxica).

Como a RCU envolve apenas o cólon e o reto, a remoção total de ambos pode ser realizada em alguns casos. Esta opção de tratamento é curativa, mas requer uma ileostomia. Alguns pacientes são candidatos para uma bolsa ileal (um novo reto feito com uma porção de intestino delgado). Isto requer, mesmo assim, uma ileostomia temporária até a cicatrização completa do novo reto que foi construído, quando então pode ser fechada e as fezes voltam a passar novamente através do ânus.

 

CIRURGIA DE EMERGÊNCIA

 

Como a cirurgia de emergência é realizada para condições que apresentam um risco de vida para o paciente, normalmente é feita através de cirurgia aberta. Durante a cirurgia, todo o cólon é removido, permanecendo o reto e o ânus temporariamente. A porção final de intestino delgado é trazida para fora da cavidade abdominal como ileostomia.

Depois da recuperação, um segundo procedimento é realizado. Durante esta cirurgia, o reto doente é removido. Um novo reto (bolsa ileal) é criado usando a porção final de intestino delgado. O novo reto é conectado com o ânus. Uma nova ileostomia é criada para proteger a bolsa ileal até a cicatrização. Quando a cicatrização está completa, um terceiro procedimento é realizado para fechar a ileostomia.

 

CIRURGIA ELETIVA

 

Na cirurgia eletiva, a primeira e segunda etapas descritas acima são combinadas em um único procedimento. É realizado então, a remoção completa de todo o intestino grosso (cólon e reto) e criada a bolsa ileal (o novo reto) com a porção final do intestino delgado, conectada no ânus. Uma ileostomia é realizada para proteger a cirurgia realizada até a cicatrização completa. Após a cicatrização, um segundo procedimento é realizado para fechar a ileostomia.

 

PROGNÓSTICO PÓS CIRURGIA

 

Após a cirurgia, cinco a seis evacuações por dia e uma à noite é o esperado. Infecção pode ocorrer na bolsa ileal. Esta é normalmente tratada com eficácia com antibióticos. Devido a complicações, cerca de 10% das bolsas ileais devem ser removidas e uma ileostomia criada.

 

SEGUIMENTO A LONGO PRAZO

 

Consultas regulares devem ser realizadas com seu médico. Durante estas consultas, o médico avaliará a função e a qualidade da bolsa ileal.