PATOLOGIAS COLORRETAIS

- Câncer do Cólon -

O câncer do cólon (conhecido também como câncer do intestino grosso) é passível de prevenção e altamente curável se detectado nos estágios iniciais. O câncer do cólon cresce a partir do revestimento interno do órgão, chamado de mucosa.

 

FATOS E ESTATÍSTICAS

 

Em 2017, aproximadamente 136.000 casos novos de câncer do cólon foram diagnosticados nos Estados Unidos. Cerca de 1 em 20 (5%) americanos desenvolverão o câncer durante a vida toda. Os pólipos do cólon (crescimentos anormais benignos) acometem cerca de 20-30% dos adultos.

 

FATORES DE RISCO

 

A causa exata do câncer de cólon é desconhecida. Os médicos dificilmente conseguem explicar porque uma pessoa desenvolve a doença e outra não. Entretanto, o conhecimento de certas causas genéticas continua crescendo. Os seguintes fatores podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver o câncer:

- Idade: mais de 90% das pessoas são diagnosticadas com câncer colorretal acima dos 50 anos de idade;

- História familiar de câncer colorretal (principalmente pais e irmãos);

- História pessoal de Doença Inflamatória Intestinal durante 8 anos ou mais;

- Pólipos do cólon;

- História pessoal de câncer de mama, útero ou ovário;

 

PREVENÇÃO

 

O câncer de cólon pode ser prevenido. Quase todos os casos de câncer do cólon se desenvolvem a partir de um pólipo. Eles iniciam no revestimento interno do cólon (mucosa) e comprometem, na maioria das vezes, o lado esquerdo do órgão. A detecção e a remoção dos pólipos através da colonoscopia reduz o risco de câncer do cólon. As recomendações para o rastreamento do câncer de cólon são baseadas na história médica pessoal e familiar. O rastreamento normalmente inicia aos 50 anos de idade. Aqueles com maior risco são recomendados a iniciar o rastreio mais jovens.

Apesar de não ser definitivo, há evidência de que a dieta tem um papel importante na prevenção do câncer de cólon. Uma dieta rica em fibras (grãos, frutas, vegetais, castanhas) e pobre em gordura é a única medida dietética que pode ajudar a prevenir o câncer colorretal.

 

SINTOMAS DO CÂNCER DO CÓLON

 

O câncer do cólon frequentemente não causa sintomas e é diagnosticado durante os exames de rastreamento. É importante salientar que outros problemas de saúde comuns podem causar os mesmos sintomas do câncer. Por exemplo, hemorroidas são uma comum causa de sangramento, mas não causam câncer. Os sintomas do câncer do cólon incluem:

- Mudança do hábito intestinal (constipação, diarreia);

- Fezes mais afiladas;

- Sangramento nas fezes;

- Desconforto abdominal (estufamento, cólicas);

- Perda de peso sem explicação;

- Náusea ou vômito;

- Cansaço.

Dor abdominal e emagrecimento são sintomas mais tardios, indicando uma possível extensão da doença. Qualquer pessoa que apresenta esses sintomas deve ser vista por um médico.

 

DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO

 

- História médica e exame físico;

- Exames de sangue;

- Colonoscopia: exame de todo o intestino grosso com um instrumento longo, fino e flexível, apresentando uma câmera na ponta para visualizar o interior do órgão;

- Biópsia: coleta de fragmento do tumor para análise e diagnóstico.

 

Os seguintes exames podem ser realizados para o estadiamento:

- Tomografia Computadorizada: permite a visualização dos órgãos; altamente sensível para a detecção do tumor e possíveis metástases (quando o câncer espalha para outros órgãos);

- PET-CT: exame de imagem que utiliza um meio de contraste especial para a identificação de possíveis metástases;

- CEA: exame de sangue para quantificação do Antígeno Carcinoembrionário, que pode estar elevado com a presença do câncer. Utilizado principalmente para seguimento clínico após o tratamento inicial;

- Ressonância Magnética: exame que utiliza um campo magnético para obtenção de imagens; útil para um exame mais detalhado do tumor, identificando o grau de comprometimento do órgão e invasão de órgãos adjacentes.

A extensão do câncer (estadiamento) determina o tipo de tratamento que será realizado. O estadiamento é determinado pelo tamanho do tumor, comprometimento de linfonodos e se o tumor é localizado ou se já se espalhou para outros órgãos. O estadiamento exato frequentemente é determinado apenas após a cirurgia.

 

TRATAMENTO CIRÚRGICO

 

A cirurgia para remover o câncer é quase sempre necessária para alcançar a cura completa. Uma porção do intestino grosso, contendo o tumor, e os linfonodos são removidos. A colostomia é criada cirurgicamente costurando uma porção aberta do intestino grosso na pele da parede abdominal. Este procedimento é realizado em um pequeno número de pacientes com câncer do cólon.

Técnicas cirúrgicas minimamente invasivas podem ser utilizadas para o tratamento da doença dependendo do caso. Seu cirurgião irá discutir com você a melhor abordagem para a cirurgia.

 

TRATAMENTO CLÍNICO

 

Quimioterapia pode ser necessária para complementar o tratamento cirúrgico, dependendo do estadiamento final do câncer. Radioterapia raramente é utilizada no tratamento do câncer de cólon.

 

PROGNÓSTICO PÓS TRATAMENTO

 

O desfecho do paciente é fortemente associado com o estadiamento do câncer na época do diagnóstico. O câncer confinado no revestimento interno do cólon é associado com as maiores taxas de sucesso. Esta é uma das razões porque a detecção precoce do câncer através de métodos de rastreamento, como a colonoscopia, é crucial.

O seguimento clínico do paciente após o tratamento do câncer é muito importante. Mesmo quando o câncer parece ter sido completamente removido ou destruído, a doença pode retornar. Células de câncer indetectáveis podem permanecer no corpo após o tratamento. Seu Cirurgião irá monitorar você e pesquisar possíveis recorrências em intervalos específicos, utilizando exames de sangue, exame físico, colonoscopia e exames de imagem.